O câmbio é o componente responsável pela transformação da
rotação do motor em movimento retilíneo do veículo. Em termos técnicos, a
velocidade angular gerada pela motor é transformada em velocidade linear, que
movimenta o automóvel para frente ou para trás.
O câmbio ou caixa de transmissão, possui diversas engrenagens
internas que multiplicam o torque do motor para movimentar o carro. A essas
engrenagens, chamamos de RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO.
Existe 3 tipos básicos de câmbio no mercado:
- Câmbio manual – As trocas de marcha são realizadas
pelo condutor;
- Câmbio automático – As trocas de marcha são
gerenciadas por uma central eletrônica, sem interferência direta do condutor;
- Câmbio automatizado – As trocas de marcha são
gerenciadas por uma central eletrônica, sem interferência direta do condutor.
Note que o funcionamento dos câmbios automático e automatizado
são muito similares. O que diferencia esses dois tipos é o mecanismo de
transmissão do torque do motor. Nos câmbios automáticos, o torque é transmitido
por meio de um fluido e por um componente denominado CONVERSOR DE TORQUE. Nos
câmbios automatizados, o torque é transmitido por meio de um disco de
superfície rugosa denominado DISCO DE EMBREAGEM. Iremos abordar com mais
profundidade as particularidades de cada sistema.
Os câmbios atuais mais comuns possuem 5 marchas à frente
e 1 marcha à ré. Alguns modelos de veículos já estão contando com 6 marchas à
frente e em alguns casos, até 8 marchas ou mais. Quanto maior o número de
marchas, maior é a relação de transmissão, o que se traduz em maior economia de
combustível, com melhor aproveitamento da potência do motor.
Quanto maior a rotação do motor em relação à rotação do
eixo de transmissão, mais força estará disponível para retirar o carro da
inércia. Da mesma forma, quanto menor a rotação do motor em relação à rotação
do eixo de transmissão, menos força estará disponível para retirar o carro da
inércia. Cada marcha possui sua própria proporção de rotação motor/eixo, na
qual se expressa em um número adimensional do tipo “x:1” ou simplesmente “x,yyyy”.
Vamos tomar como exemplo a caixa de marchas de um
veículo qualquer, onde a relação de marchas está representada da seguinte
forma:
1ª – 3,595 ou 3,595:1
2ª – 2,186 ou 2,186:1
3ª – 1,405 ou 1,405:1
4ª – 1,000 ou 1,000:1
5ª – 0,831 ou 0,831:1
Ré – 3,167 ou 3,167:1
Sendo assim, podemos
concluir que, na 1ª marcha, temos uma relação que, para cada 3,595 voltas do motor,
daremos 1 volta no eixo do câmbio e assim sucessivamente com as outras marchas.
Desta forma, as
marchas com maiores relações (1ª e 2ª) são as marchas usadas para transmitir
força ao sistema, normalmente para utilização em ladeiras ou arrancadas. Analogamente, as
marchas com menores relações (4ª e 5ª) são usadas para economia de combustível,
normalmente utilizadas em velocidades de cruzeiro.
Abaixo segue um link da Wikipedia com maiores detalhes
sobre o funcionamento dos câmbios dos automóveis.
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